Escolher a raça de uma abelha

 

O artigo de hoje incide sobre algumas das raças de abelhas que os apicultores adotam em suas atividades. Escolher o tipo de abelha é uma tarefa importante, por isso vale a pena ler este artigo!

Abelha italiana (A. m. Ligustica): é a subespécie mais popular de abelha, particularmente na América do Norte e na Europa. Estas abelhas são extremamente produtivas, gentis e apresentam uma tolerância média a doenças (varroa) e resistência também média em climas mais frios. Apresentam ainda algumas fragilidades, como a falta de vitalidade, a criação excessiva e o elevado consumo das reservas.

Abelha Carnica (A. m. Carnica): Esta é a segunda abelha mais popular, sendo nativa das montanhas da Eslovénia e Áustria e também da região dos Balcãs. São muito semelhantes em termos de gentileza, tolerância a doenças e a climas frios com as abelhas italianas, mas não são igualmente produtivas. No entanto, este tipo de abelha também exibe uma forte tendência enxameação. Podem ainda manter uma colónia mais pequena de inverno, recorrendo então a uma menor quantidade de alimento.

Abelhas russas: No final dos anos 90, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) importou esta espécie de abelha da região de Primorsky Krai, na Rússia. Essas abelhas desenvolveram uma alta resistência aos ácaros, por isso são melhores em lidar com os parasitas que criaram tantos problemas para outras cepas de abelhas. As abelhas russas tendem a reduzir a produção de ninhadas quando o pólen e o néctar são escassos, o que resulta numa colónia menor durante o inverno. Comparando com as raças anteriormente mencionadas, as abelhas russas são igualmente calmas e produtivas, e apresentam melhor tolerância a doenças e invernos em climas frios.

Abelha caucasiana (A. m. Caucasica): a abelha caucasiana (georgiana) é nativa das montanhas do Cáucaso, na Geórgia. Estas abelhas são bastante calmas e fazem um uso extensivo do própolis, o que pode ser um desafio para alguns apicultores. No entanto, apresentam também algumas desvantagens, como a suscetibilidade à nosema/ nosemose, o facto de que as colónias não atingem a força total até meados do verão e são extremamente propensas ao roubo de mel, podendo ser responsáveis por apiários caóticos.

Qual a raça de abelhas que usa na sua atividade enquanto apicultor? Qual é a sua experiência? Escreva-nos e conte-nos sobre a sua experiência!

Choosing a bee breed

 

These are some bees breeds that beekeepers adopt in their activity. Choosing the kind of bee you want is an important task, so you better check this article!

Italian bee (A. m. ligustica): this is the most popular sub specie of bee, particularly in North America and Europe. These honey bees are extremely productive, gentle and present a medium disease tolerance (varroa) and resistance in cold climates. They also present some weaknesses such as the lack of vitality, excessive brood rearing and high consumption of stores.

Carniolan bee (A. m. carnica): These are the second most popular bee and they’re native from the mountains of Slovenia and Austria and also the balkans. They’re very similar in terms of gentleness, disease tolerance and wintering to italian bees, but they’re not equally productive. However, this type also exhibits a strong tendency to swarm. Carniolan bees can keep a small winter colony, requiring then smaller stores of food.

Russian bees: In the late 90s, the USDA (United States Department of Agriculture) imported this specie of bee from the region of Primorsky Krai in Russia. These honey bees have developed a high resistance to pesky mites, so they are better at coping with the parasites that have created so much trouble for other strains of bees. Russian bees have tend to curtail brood production when pollen and nectar are in short supply, which results in a smaller winter colony.
Comparing to the aforementioned breeds, the russian bees are equally gentle and productive, and better at disease tolerance and wintering in cold climates.

Caucasian bee (A. m. caucasica): the caucasian (georgian) honey bee is native from the mountains of Caucasus, in Georgia. These bees are quite gentle and calm on the comb, and make extensive use of propolis, which can be sometimes a bit of a challenge to beekeepers. However, these bees also present some disadvantages like the susceptibility to nosema disease, the fact that the colonies don’t reach full strength until mid-summer and they are extremely prone to robbing honey, creating then a chaotic apiary.

Which breed of honey bees do you use? What is your experience as a beekeeper? Write us and tell us about it!

APiS Technology: where we are at the moment

 

 

Maybe you’re asking yourself what APiS Technology is doing at the moment. Well, you’re not the only one. We receive everyday messages from people all around the world asking if and where they can buy our B-Hive Monitor or when the mobile version of B-App is available.

Right now, APiS Technology is fine-tuning the last details of the B-Hive Monitor system in order to start its production in larger quantities and to deliver the orders to the established partners that we already have across Europe. It is important to test the technology in different environments and to be sure, for example, about the batteries lifetime under different conditions or the network coverage in remote areas. Once everything is checked, the production will be faster and our partners will be able to sell our solutions. We estimate that you’ll be able to buy your B-Hive Monitor until the end of this summer, for those in Europe. For those in USA, Canada or Australia will take a bit more, cause changes need to be made in the technology itself.

Regarding B-App, if you have tested it you know that we’re still improving it and, since its release in January, some changes were already made, as well as the correction of some problems. Right now, we’re working on features about management and on the mobile version that we intend to release in July.

We’re working hard for you and in other several projects at the same time, bee aware!

APiS Technology: onde estamos atualmente

Talvez se esteja a interrogar acerca do que a APiS Technology está fazer a atualmente. Bem, não é o único. Recebemos mensagens diariamente de pessoas de todo o mundo a perguntar se e onde podem comprar o B-Hive Monitor ou quando estará disponível a versão mobile da B-App.

Neste momento, a APiS Technology está a aperfeiçoar os últimos detalhes do sistema B-Hive Monitor para iniciar sua produção em grandes quantidades e entregar os pedidos aos parceiros estabelecidos que temos já um pouco por toda a Europa. É importante testar a tecnologia em diferentes ambientes e ter certeza, por exemplo, sobre a vida útil das baterias em diferentes condições ou a cobertura da rede em áreas remotas. Quando tudo estiver fechado, a produção será muito mais rápida e os nossos parceiros poderão vender estas soluções de monitorização para as colmeias. Estimamos que, para a Europa, qualquer apicultor poderá comprar as nossas soluções até ao final do verão. Para aqueles nos EUA, Canadá ou Austrália, irá demorar um pouco mais dado que estão a ser realizadas alterações na tecnologia em si.

Em relação ao B-App, se já testou, sabe que estamos a melhorar a mesma e, desde o lançamento em janeiro, algumas mudanças foram implementadas, bem como a correção de alguns problemas. De momento, estamos a trabalhar em funcionalidades de Gestão e na versão mobile que pretendemos lançar no mês de julho.

Estamos a trabalhar para os nossos clientes e em vários outros projetos ligados à apicultura, estejam atentos!

Vespa asiática no Reino Unido

 

A vespa asiática, ou vespa velutina, é uma espécie invasora do sudeste asiática, que se acredita ter chegado à Europa em 2004, primeiro em Bordéus, França, através de um navio de carga proveniente da China. Esta espécie espalhou-se rapidamente por toda a França, tendo atingido o norte de Espanha antes de 2010, primeiro o País Basco e depois a Galiza, e um ano depois chega à região norte de Portugal.

A vespa velutina tem uma longa época de nidificação e geralmente constrói os seus ninhos em lugares altos, na copa de árvores, sendo extremamente agressiva na defesa das suas colónias e quando perturbada. Depois de alguns meses elas abandonam seu ninho e constroem um novo, com uma nova geração de rainhas que se vão dispersar durante o outona e hibernar durante o inverno, expandindo-se então para uma vasta área geográfica.

Estima-se que a vespa asiática (operária) pode viver entre 30 a 55 dias, dependendo também da temperatura e alimentando-se de outros insetos, tendo um gosto especial pelas abelhas (Apis mellifera). Esta situação tem vindo a causar enormes perdas entre as comunidades de apicultores que têm suas colmeias nas regiões anteriormente mencionadas, uma vez que uma dúzia de vespas asiáticas pode destruir várias colónias de abelhas num curto período de tempo. Além disso, as abelhas nativas europeias não tiveram ainda tempo para desenvolver um mecanismo de defesa contra esta espécie, ao contrário das abelhas asiáticas (Apis cerana), onde esta coexistência é mais pacífica e equilibrada.

Atualmente, na Galiza, no norte de Portugal e em várias comunidades em França este problema tornou-se a principal preocupação dos apicultores e das autoridades que levam a cabo atividades para localizar, identificar e destruir os ninhos. Este tem-se tornado também um problema de saúde pública devido à agressividade das vespas asiáticas em relação, por exemplo, às vespas europeias e à sua possível expansão para áreas urbanas.

No início deste mês, foi confirmado no Reino Unido, em Lincolnshire, o primeiro avistamento oficial de uma vespa asiática, numa couve-flor. As autoridades britânicas estão já a realizar ações de vigilância e monitorização para detetar os respetivos ninhos. De acordo com a BBKA (Associação de Apicultores Britânicos), “nesta época do ano, é provável que a vespa seja uma rainha recém-surgida que procura estabelecer um ninho. Se um ninho foi estabelecido no ano passado, ele teria colapsado durante o inverno”.

A APiS Technology tem trabalhado em várias soluções para a apicultura e a vespa asiática tem sido também uma das nossas prioridades. A identificação e localização dos ninhos é uma prioridade atual, dando oportunidade às autoridades para realizar as respectivas ações de destruição.

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