Como cortar custos com o Sistema de Monitorização Apis – 1 de 4

Este artigo é o primeiro de uma série de quatro sobre os Custos Operacionais da apicultura e como a Apis Technology pode ajudar a cortá-los.

Credits: Flickr/ Paul van de Velde

Credits: Flickr/ Paul van de Velde

Se é um apicultor profissional, a questão fundamental é que a apicultura é uma atividade económica normal. Uma daquelas onde os deveres profissionais se misturam com o prazer. Por um lado, o objetivo do apicultor é maximizar as receitas, com a venda dos produtos apícolas, e maximizar a produtividade da atividade.

Por outro lado, o apicultor deve reduzir ao máximo os custos de atividade. Infelizmente a lista de custos é longa. Há muita coisa para gerir durante a atividade e um momento de distração pode ter consequências graves.

Inspeções

As inspeções a colmeias são uma das tarefas mais complicadas para os apicultores profissionais. A regra é simples: o apicultor tem de inspecionar periodicamente cada uma das suas colmeias, de forma a garantir que tudo está bem. Se a meteorologia permitir, pode abrir cada uma e verificar cada quadro. Senão, o apicultor tem de contar com a sua experiência e observar a colmeia sem a abrir.

Por outro lado, de cada vez que o apicultor abre uma colmeia para a inspecionar, ele interfere e desregula o ecossistema do enxame, e perturba as abelhas. A literatura aponta que as abelhas demoram cerca de 3 a 4 dias a estabilizar até aos parâmetros ideias.

A melhor métrica para medir os custos com inspeções é verificar quais são os custos com recursos humanos, €/Hora/Homem. Se o apicultor tiver que inspecionar cada colmeia, é fácil perceber o montante que isso representa no final do mês para a atividade.

Exemplo

Vamos ver um exemplo com 2 apiários e 30 colmeias cada. Assumindo que cada inspeção tem uma duração média de 15 minutos, e que o apicultor tem uma despesa média mensal de 15€/h. Fazendo uma média de 2 inspeções por mês, temos uma representação de custos muito próxima da seguinte:

Duração Mensal Inspeções (2x60x15min) – 30 horas

Custo Mensal Inspeções (15€/h) – 450€/mês

Custo Anual Inspeções – 5400€

No final de cada ano o apicultor contabiliza para gerir dois apiários com 60 colmeias um total de 5.400€ só imputados a inspeções. Estes custos são tanto maiores quanto mais colmeias o apicultor tenha.

O Sistema de Monitorização Apis é desenhado para permitir ao apicultor diminuir o número de inspeções no terreno. Para além disso permite também recolher dados que este é incapaz de observar nos meses que não pode abrir as colmeias.

Ao usar o Sistema de Monitorização Apis o apicultor profissional pode cortar definitivamente a maior fatia de custos da atividade para uma fracção.

Abelhas e telemóveis: não é mais uma história de terror

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A influência dos telemóveis e das redes telecomunicações nas abelhas é um debate muitas vezes visitado e que parte de premissas não provadas. Naturalmente este tipo de desinformação cria resistência e dúvidas em alguns apicultores que nos levaram a escrever um artigo para esclarecer todas as dúvidas.

A ideia de que estas redes têm influência nas abelhas teve grande ênfase nos média devido a um pequeno estudo efetuado na Alemanha. Esse estudo foi conduzido com base em premissas muito particulares, como por exemplo o tipo de torres de telecomunicações muito específicas. Porém, a partir deste estudo desenvolveram-se extrapolações e conclusões erradas e não fundamentadas, que foram alavancadas e projetadas pelos meios de comunicação.

Esta desinformação levou o próprio autor do estudo Stefan Kimmel, a declarar em público que não há ligação entre o seu pequeno estudo e o fenómeno do CCD (Colony Collapse disorder).

Depois disso, outros estudos foram feitos sobre o tema. Daniel Favre em “Mobile phone-induced honeybee worker piping” refere que há uma ligação entre o declínio das abelhas e os telemóveis. A metodologia de Favre passou por colocar telemóveis dentro de colmeias com abelhas e observou os sons por elas emitidos quando o telemóvel estava no estado ativo, inativo, a tocar, desligado ou em standby. Concluiu que as abelhas não são incomodadas pelo telemóvel quando ele está inativo ou em standby, mas que por outro lado, quando o telemóvel está a tocar ou está ativo as abelhas ficam perturbadas.

A experiência de Favre e os seus argumentos colocam mais dúvidas do que as que esclarecem. Colocar um ou dois telemóveis dentro de uma colmeia não é uma prova irrefutável de que as abelhas sofrem com a rádio frequência. Um telemóvel é um aparelho bem mais complexo que pode provocar vários efeitos, tanto graças aos sinais de rádio frequência que recebe e emite, como ao toque e às vibrações que lhe estão associados. Esta incapacidade para ser preciso quanto ao causador dos efeitos perturbadores nas abelhas levam a induzir que as conclusões do estudo conduzido por Favre são limitadas e carecem de validação científica.

Temporalmente não existe uma relação entre a intensificação das redes de telecomunicações e a morte em grande escala das abelhas, o que remete para a possibilidade da causa deste fenómeno ser mais recente ao surgimento dos telemóveis. O United States Department of Agriculture (ler artigo) diz que apesar de se estar a dar muita atenção ao tema, nem os telemóveis, nem as torres de antenas dos telemóveis têm mostrado ter qualquer ligação com o CCD ou a falta de saúde das abelhas.

Os estudos que tentam relacionar o declínio das abelhas com os telemóveis não são levados muito a sério na comunidade científica, visto serem apenas especulações sem fundamento que tentam mascarar os verdadeiros problemas.

Crédito da imagem: Skitter Photo/Stockssnap.io